J. G. S.

Meu alcoolismo começou muito cedo, quando eu tinha apenas sete anos. Nessa idade, tomei um porre no aniversário de quinze anos de minha irmã. Todas as bebidas estavam atrás de uma porta. Assim pude beber sem ninguém me ver. Quando eu estava mais crescidinho, aos dezesseis anos, eu já estava no auge da bebedeira. Meu pai sempre tentava fazer eu parar, mas tudo em vão. Eu brigava muito com ele e não dava ouvidos a ninguém. Com vinte anos de idade, conheci uma garota que tinha dezesseis anos. Começamos a namorar e eu sempre bebendo. Decidimos noivar e casar. Daí em diante, eu me aprofundei mais ainda em bebidas. Veio o primeiro filho, motivo para comemorar, pois sempre eu estava comemorando alguma coisa. Então veio a separação. Depois disso foi o fim para mim. Fiz todo tipo de loucura. Só consegui parar com a bebida, depois de ser internado em uma clínica de dependência química. Consegui ficar sóbrio por um ano e dois meses. Mas veio a recaída e foi dez vezes pior, pois comecei a beber muito mais que antes. Então tive que pedir ajuda para a família. Eles me trouxeram para o CERENE de Palhoça. Aqui eu descobri que o poder de Deus existe e é fantástico. Para mim, no início, foi uma “barra”. Aos poucos eu fui entendendo que tudo o que eu precisava estava nesta casa maravilhosa. Até as plantas e os animais parecem diferentes depois que eu experimentei ter Deus no meu coração. O CERENE devolveu-me a razão de viver e aqui eu voltei a me valorizar. De um homem falho passei a me sentir uma pessoa cheia de esperança. Hoje acredito que tudo eu posso enfrentar, se em Deus eu confiar.

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