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A obscuridade das drogas

Jornal de Santa Catarina

Constantemente as drogas assombram as famílias. Esse quadro alarmante tem constatação explícita nos noticiários, pesquisas, estudos e dados estatísticos. O ser humano é vulnerável aos malefícios dessas drogas através de diversas maneiras de natureza social, psicológica ou até mesmo espiritual.
De um modo simplificado, existem conceitos que classificam os aspectos mais específicos sobre o uso, abuso e a dependência das drogas. O uso é classificado como um padrão de consumo de forma moderada, recreativa, esporádica e experimental, alguns especialistas classificam esses fatores como um padrão que não acarreta prejuízos físicos, psicológicos ou sociais. O abuso é classificado como um padrão nocivo porque acarreta fatores que causam prejuízos biológicos, psicológicos e sociais. E a dependência é a relação que altera no indivíduo o seu modo de consumir uma determinada droga: o consumo será descontrolado e, de uma forma mais prejudicial, o dependente sofrerá mais problemas que os fatores anteriores citados.
Neste contexto a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece que a crescente problemática do consumo de substâncias psicoativas (SPA), além de ser uma questão de saúde pública, também ocorre nos países desenvolvidos e naqueles em desenvolvimento. Vivenciamos tempos difíceis em plena atmosfera globalizada, muitas mudanças políticas e facilidades tecnológicas possibilitaram o conhecimento de outras drogas. Atualmente se debate o uso permitido de algumas drogas, enquanto órgãos de saúde e instituições de tratamento recuperam vidas escravizadas pelo poder destrutivo das SPA.
Inúmeras campanhas preventivas buscam resgatar a vida saudável para aqueles que necessitam de tratamento e recuperação. Essa luta conflitante é equilibrada pela acessibilidade às drogas mais baratas, porém mais destrutivas que as drogas refinadas. De algum modo se pode dizer que no campo das drogas existem condições discriminatórias, econômicas e sociais, na aquisição de uma determinada substância.
Qual a solução para o enfrentamento das drogas?
O trabalho social das instituições de recuperação atua como agente preventivo. Consiste substancialmente na sensibilização, bem como, na conscientização da sociedade civil e empresarial para se posicionarem no enfretamento das questões sociais destinadas à prevenção do uso e abuso de substâncias psicoativas.
Portanto, a reflexão sobre a responsabilidade social não pode ser considerada apenas como uma ação filantrópica, mas sim um comprometimento sério, ético e permanente para a continuidade de um mundo mais civilizado e longe dos riscos causados pela disseminação das drogas.

GILBERTO BARROS LIMA | Captador de recursos do Centro de Recuperação Nova Esperança (CERENE) e professor


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